O BNDES lançou a segunda fase do programa Floresta Viva, destinada à restauração ecológica e ao fortalecimento de comunidades nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica. O aporte inicial será de R$ 100 milhões, podendo atingir R$ 250 milhões com a adesão de parceiros. O programa apoia projetos de restauração com espécies nativas e Sistemas Agroflorestais (SAFs), incluindo a implementação de ferramentas para a apuração de créditos de biodiversidade.
O foco nos biomas fora da Amazónia visa equilibrar investimentos, uma vez que estes recebem menos atenção apesar de apresentarem áreas devastadas significativas. A iniciativa promove não apenas a conservação ambiental, mas também a produção de alimentos, contribuindo para a segurança e soberania alimentar das comunidades locais.
O edital para seleção do parceiro gestor já se encontra disponível no site do BNDES. A entidade escolhida será responsável por contratar e acompanhar os projetos, bem como pela capacitação e fortalecimento de organizações sociais. O resultado da seleção será divulgado em novembro, durante a COP30. Podem candidatar-se entidades privadas sem fins lucrativos e autarquias ou fundações públicas federais com capacidade técnica e financeira comprovada.
Na primeira fase, o Floresta Viva mobilizou R$ 460 milhões, incluindo recursos de parceiros públicos e privados, e recuperou 8.500 hectares de áreas degradadas. A iniciativa contou com o apoio de empresas e governos, incluindo Petrobras, Banco do Nordeste, Eletrobras e Heineken, e recebeu o Prémio Alide 2024, reconhecendo o modelo inovador de parceria para acelerar resultados ambientais e sociais.