O Brasil está entre as 27 economias de rendimentos médio e alto onde o investimento em bens intangíveis – como dados, software, marcas e propriedade intelectual – cresceu cerca de 3% em termos reais entre 2023 e 2024. O país investiu US$ 7,6 biliões nesse tipo de ativo em 2024, face aos US$ 7,4 biliões do ano anterior, superando, em intensidade, países como Espanha e Grécia.
Segundo o relatório Destaques do Investimento Intangível Mundial, publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a Luiss Business School, o Brasil registou uma intensidade de investimento intangível equivalente a 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), superando a Espanha (7,8%) e a Grécia (7,6%), e aproximando-se da Polónia (8,4%).
O relatório destaca que, na última década, Brasil e Índia atingiram níveis de investimento comparáveis aos de várias economias avançadas da União Europeia. No caso brasileiro, o campo das marcas representa 25% do investimento total em ativos intangíveis, enquanto categorias como software e bancos de dados – fundamentais para a inteligência artificial – têm registado crescimento global de 7% ao ano.
Combinando infraestrutura física com capacidades imateriais como dados, fluxos de trabalho e conhecimento humano, os países obtêm maior impacto económico das tecnologias digitais. A tendência reforça a natureza híbrida da inteligência artificial, que depende tanto de hardware como de activos intangíveis para se tornar produtiva e confiável.