O Brasil e a China intensificaram o diálogo para reforçar a cooperação económica e tecnológica, num contexto de alterações no comércio internacional e da estratégia brasileira de diversificar os mercados de exportação. Numa conversa telefónica, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping abordaram o aprofundamento das relações bilaterais, com destaque para o aumento do comércio, dos investimentos e da colaboração em áreas como a inteligência artificial, os satélites, os minerais críticos e um eventual acordo comercial entre o Mercosul e a China.
As conversações surgem após a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros, levando o Governo do Brasil a procurar reduzir a dependência de mercados específicos. A China reiterou o seu apoio ao reforço da parceria estratégica, sublinhando a importância do respeito pela soberania dos Estados, da expansão da cooperação económica e da coordenação entre os dois países em organizações e fóruns multilaterais.
Especialistas consideram que as economias brasileira e chinesa são complementares, existindo potencial para reforçar os investimentos em áreas como as infraestruturas, a energia, o setor agroalimentar, a economia digital, os veículos elétricos e os minerais estratégicos. A cooperação poderá ainda promover a transferência de tecnologia, acrescentar valor à produção brasileira e aumentar a competitividade da economia do país, criando novas oportunidades para as empresas nacionais.