Brasil e China reforçam cooperação para prevenir desastres e gerir recursos hídricos

O Brasil e a China deram início, esta segunda-feira, em Pequim, ao Mecanismo de Diálogo Ministerial para estreitar a cooperação na prevenção de riscos de desastres. O encontro marca a aplicação do Memorando de Entendimento assinado em maio, que prevê a criação de um plano de ação conjunto baseado na experiência chinesa, com ênfase no uso de inteligência artificial e outras tecnologias de ponta.

O ministro brasileiro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sublinhou a urgência de modernizar os sistemas nacionais de monitorização e resposta, destacando o potencial de ferramentas como mapas digitais, sistemas de alerta e modelos de previsão.
Por seu lado, o ministro de Gestão de Emergências da China, Wang Xiangxi, classificou o atual momento das relações bilaterais como “o melhor da história”, revelando que o país investiu cerca de 110 mil milhões de dólares (aproximadamente 101 mil milhões de euros) nos últimos anos em obras de prevenção sísmica, reassentamento de populações e sistemas de alerta precoce.

Na parte da tarde, Waldez Góes reuniu-se com o ministro chinês de Recursos Hídricos, Li Guoying, para discutir a gestão de desastres ligados à água. O governante brasileiro destacou que, apesar de possuir uma das maiores reservas de água doce do mundo, o Brasil enfrenta desafios cada vez maiores devido às mudanças climáticas, recordando as cheias históricas no Rio Grande do Sul, em 2023, que afetaram cerca de três milhões de pessoas.
Li Guoying apresentou as medidas da China para enfrentar eventos extremos, incluindo sistemas avançados de controlo de inundações e monitorização hidrológica.

As duas nações reafirmaram o compromisso de avançar no plano conjunto, reforçando a parceria estratégica para aumentar a resiliência, reduzir perdas humanas e económicas e promover o desenvolvimento sustentável.

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