O Brasil encerrou 2025 com o maior volume histórico de exportações de soja, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Foram embarcadas 108,7 milhões de toneladas, um aumento de 11,75% em relação a 2024, que totalizou 97,3 milhões de toneladas. O resultado supera o recorde anterior de 2023, de 101,3 milhões de toneladas.
O crescimento é atribuído principalmente a um segundo semestre mais forte, com destaque para março, julho, setembro, outubro, novembro e dezembro, quando os embarques superaram em mais de 2 milhões de toneladas os mesmos meses do ano anterior.
A China permaneceu como principal destino, recebendo 87,1 milhões de toneladas, cerca de 80% do total exportado. Em seguida vêm Espanha (3,7 milhões de toneladas) e Tailândia (3,2 milhões), enquanto os demais mercados somaram 14,7 milhões de toneladas.
Em termos financeiros, as exportações renderam ao país cerca de US$ 43,5 bilhões (≈ €40,0 bilhões), reforçando a importância da soja na geração de divisas. A ANEC alerta, no entanto, que parte dos números é baseada em programação de embarques e pode sofrer revisões mensais.
Para 2026, a associação projeta que os embarques podem atingir 110 milhões de toneladas, caso se mantenham a demanda da China, a competitividade logística e a regularidade do fluxo comercial. A continuidade do crescimento da soja brasileira depende, sobretudo, da manutenção desses fatores ao longo do ano.