Brasil: FMI revê em alta crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta as previsões de crescimento da economia brasileira, estimando que o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumente 2,4% em 2026 e 2,2% em 2027. A atualização foi divulgada no âmbito da avaliação anual ao Brasil e coloca o país entre as economias do G20 com melhor revisão das perspetivas, registando a segunda maior melhoria nas projeções do grupo.

Segundo o FMI, a atividade económica brasileira continua a demonstrar resiliência, com o potencial de crescimento de médio prazo estimado em 2,5%, um valor significativamente superior às previsões do mercado. O organismo destaca ainda que o Brasil é uma das poucas grandes economias cujo PIB per capita já ultrapassou a trajetória projetada antes da pandemia de covid-19, refletindo a capacidade de recuperação perante sucessivos choques económicos.

No relatório relativo ao Artigo IV, o Fundo considera que a estratégia de consolidação orçamental apresentada pelo Governo brasileiro na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias deverá contribuir para estabilizar a trajetória da dívida pública. Paralelamente, a avaliação ao sistema financeiro conclui que o setor permanece sólido e resiliente, embora recomende o reforço da supervisão e dos mecanismos de gestão de crises para mitigar riscos futuros.

O FMI salienta igualmente a importância da continuidade das reformas estruturais, nomeadamente a implementação da reforma tributária e a adoção de medidas destinadas a melhorar o ambiente de negócios, como forma de impulsionar a produtividade e o investimento. O organismo reconhece também os esforços do Brasil para aprofundar a integração comercial internacional, destacando a conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia e considerando que o perfil das exportações brasileiras permanece diversificado e robusto.

A Diretoria Executiva do FMI aprovou os relatórios a 20 de julho de 2026 e elogiou os esforços das autoridades brasileiras para reforçar a sustentabilidade das contas públicas no médio prazo. Os representantes dos países-membros sublinharam ainda o compromisso do Brasil com o multilateralismo e o seu papel na promoção de um sistema internacional de comércio aberto, previsível e assente em regras.

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