Brasil: Governo do Rio de Janeiro aposta na restauração florestal da Mata Atlântica às vésperas do G20

Mais de 330 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica serão plantadas no Rio de Janeiro em virtude de uma ação no âmbito da fase final daquele que é considerado “o maior programa de reflorestamento” do Estado fluminense.

Esta iniciativa tem lugar nas vésperas do encontro dos chefes de Estado das nações do G20, que reúne as principais economias do mundo para debater temas ambientais e sociais no Rio de Janeiro. Segundo apurámos, esta nova fase do programa foi iniciada pelo secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, que plantou uma muda de Pau-Brasil (conhecido pela sua exploração e por ter sido a primeira atividade económica exercida pelos portugueses na América portuguesa durante o século XVI) numa área de preservação em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio.

“Estamos avançando significativamente na recuperação das nossas florestas e do nosso ambiente. Reduzimos o desmatamento, estamos pautando as nossas ações de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Investimos em tecnologia, nos nossos técnicos e nos projetos que levam o Estado para o lugar de vanguarda e de pioneirismo de onde nunca deveria ter saído”, avaliou o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O plantio faz parte do projeto programa “Floresta do Amanhã”. Para 2025, está programado o plantio de mil hectares, área cinco vezes maior do que a que recebeu mudas este ano, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) do Brasil.

“O Rio de Janeiro já é, este ano, o Estado que mais preservou a Mata Atlântica e o nosso plano é ainda mais ambicioso. Vamos ultrapassar os 32% de área original e mostrar que podemos fazer o Rio crescer economicamente com o verde. Sem contar que todo este trabalho reflete na garantia dos recursos hídricos das cidades. Manter a mata e preservar as nascentes ainda pode melhorar o volume de água para todas as residências do Rio”, assegurou o secretário Bernardo Rossi.

As 330 mil mudas de espécies serão plantadas em 200 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol, em Cachoeiras de Macacu e Guapimirim, também na Região Metropolitana. As mudas são de espécies de jequitibá rosa, cedro, peroba, biribá, cambucá, palmeira-jussara e pitangueira, além de outras dezenas de árvores nativas da Mata Atlântica.

As mudas foram semeadas em viveiros e cultivadas em sítios parceiros da Secretaria do Ambiente até chegarem no estágio de plantio. Desde o começo de novembro, técnicos contratados e capacitados pela secretaria estão a abrir os berços nas matas para receberem as mudas durante o período das chuvas.

Ígor Lopes

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