A inflação em Portugal registou uma ligeira desaceleração no mês de junho, situando-se nos 0,24%, face aos 0,26% verificados em maio. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicam que o principal fator de pressão inflacionista no mês foi a eletricidade residencial, com um aumento de 2,96%, refletindo a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1.
Em sentido contrário, o grupo Alimentação e bebidas registou uma queda de 0,18%, a primeira em nove meses, o que contribuiu para aliviar o índice geral em -0,04 pontos percentuais. Os preços dos alimentos no domicílio caíram 0,43%, com destaque para o recuo nos preços do ovo de galinha, arroz e frutas. Já a alimentação fora de casa apresentou desaceleração, com aumentos mais moderados em refeições e lanches.
No acumulado do ano, a inflação atinge os 2,99% e, nos últimos 12 meses, 5,35%. Entre os outros grupos com impacto positivo no índice destacam-se Habitação (0,99%), influenciado pelo aumento na eletricidade e na taxa de água e esgoto, e Transportes (0,27%), com forte subida no transporte por aplicativo (13,77%). O Vestuário também contribuiu para a alta, com um crescimento de 0,75% em junho.
No que toca ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que abrange famílias com rendimentos mais baixos, a variação foi de 0,23% no mês. A maior subida regional do IPCA foi observada em Rio Branco (0,64%), impulsionada pelo fim de promoções culturais e pelo aumento da eletricidade, enquanto Campo Grande registou a menor variação (-0,08%), devido à queda nas frutas e nos combustíveis. O próximo relatório será divulgado a 12 de agosto.