O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente pela manhã deste sábado, 22, às ordens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo fontes, a sua condução partiu do condomínio em Brasília para uma unidade da Polícia Federal nas proximidades, determinando-se a transferência para uma prisão federal de segurança elevada, embora o local exacto não tenha sido oficialmente revelado.
Este responsável justificou a medida com base em risco elevado de fuga — apontado pela violação da tornozeleira eletrónica às 00h08 deste sábado — e com o facto de uma vigília de apoiadores, convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair, o que poderia dificultar a fiscalização das medidas cautelares anteriormente impostas.
A decisão sublinha ainda o historial de tentativa de fuga para a embaixada da Argentina, como consta nos autos.
Quanto aos próximos passos, a Polícia Federal deverá realizar os exames médicos e de identificação do ex-chefe de Estado. Está marcada uma audiência de custódia por videoconferência, conforme decisões do STF, no prazo imediato após a execução da prisão.
Em paralelo, será iniciada a logística de transferência para unidade prisional sob jurisdição federal, num regime adequado à gravidade das acusações. Espera-se que a unidade seja aquela destinada a presos de perfil especial em Brasília ou no Distrito Federal.
No domínio judicial, Bolsonaro continua a recorrer da condenação de 27 anos e três meses imposta em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa.
A detenção preventiva, embora separada desse processo, aumenta a pressão sobre a defesa para que formule pedido de prisão domiciliar ou de regime diferenciado, por alegadas condições de saúde do ex-presidente.
O processo segue agora um percurso que inclui custódia inicial, avaliação de regime de prisão, efetiva transferência para unidade adequada e sequência recursal no âmbito penal.
O cronograma concreto depende das decisões judiciais, das condições de segurança e do estado de saúde do detido.