Após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) transferiu na manhã de quarta-feira, 12 de novembro, para presídios federais de segurança máxima, sete membros que exerciam liderança no Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado. As medidas fazem parte da Operação Contenção.
Com condenações relacionadas ao tráfico de drogas, os presos foram incluídos no sistema federal em cumprimento à Lei nº 11.671/2008, que regulamenta a transferência de presos de alta periculosidade.
Os sete presos são Arnaldo da Silva Dias (“Naldinho”) – 81 anos, 4 meses e 20 dias; Carlos Vinicius Lírio da Silva (“Cabeça de Sabão”) – 60 anos, 4 meses e 4 dias; Eliezer Miranda Joaquim (“Criam”) – 100 anos, 10 meses e 15 dias; Fabrício de Melo de Jesus (“Bicinho”) – 65 anos, 8 meses e 26 dias; Marco Antônio Pereira Firmino da Silva (“My Thor”) – 35 anos, 5 meses e 26 dias; Alexander de Jesus Carlos (“Choque”) – 34 anos e 6 meses e Roberto de Souza Brito (“Irmão Metralha”) – 50 anos, 2 meses e 20 dias. Juntos, as penas somam 428 anos de prisão.
Os grupamentos da Seap responsáveis pelo transporte foram o Serviço de Operações Especiais (SOE), pelo Grupo de Intervenção Tática (GIT) e pela Divisão de Busca e Recaptura (Recap). O comboio policial saiu da unidade de segurança máxima Bangu 1 (Penitenciária Laércio da Costa Peregrino) até o Aeroporto Internacional do Galeão, de onde seguiram em avião da Polícia Federal com destino aos presídios federais.
Segundo a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, a operação foi “conduzida de forma técnica e integrada” para garantir o “equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense”.
O governador Cláudio Castro disse que a transferência dos criminosos interrompe “a atuação de organizações criminosas a partir do sistema prisional”.
A operação foi coordenada entre o Governo do Estado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as forças de segurança estaduais.
Ígor Lopes