O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou esta quarta-feira um pacote de investimentos superior a 39 mil milhões de reais destinado a reforçar a infraestrutura social do país, abrangendo educação, saúde, abastecimento de água e saneamento.
O montante combina verbas federais e linhas de financiamento com juros reduzidos para estados, municípios e instituições públicas, privadas e filantrópicas. Durante a cerimónia em Brasília, Lula afirmou que “nunca antes um governo entregou tanto em tão pouco tempo”, classificando o momento como a última grande etapa do Novo PAC, lançado em 2023.
Do total anunciado, R$ 28,1 mil milhões serão canalizados através do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), destinados a 1.701 projectos que incluem a construção e ampliação de creches, escolas, quadras, Unidades Básicas de Saúde, UPAs, CAPS, maternidades, hospitais e outros equipamentos essenciais. Na área da saúde, estão previstas 48 novas unidades hospitalares e centenas de estruturas de atenção básica e especializada, além da aquisição de equipamentos e ambulâncias para reforçar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Novo PAC Seleções 2025 representou outra parcela importante do anúncio, com 11,2 mil milhões de reais dedicados às áreas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Os investimentos devem beneficiar municípios de norte a sul do país, com prioridade para regiões com maiores défices de acesso a água potável e saneamento adequado. Segundo o Governo Federal, apenas nesta etapa a carteira de saneamento básico passou de R$ 49 mil milhões para R$ 61,2 mil milhões.
Os projectos agora autorizados seguirão para análise técnica e financeira junto do BNDES e de bancos públicos credenciados, com condições de financiamento diferenciadas, incluindo carência de dois anos e prazos de pagamento até 20 anos. Para o Governo brasileiro, estes investimentos representam não só a retoma de obras paradas, mas também a expansão de serviços essenciais, reforçando o pacto federativo e a redução de desigualdades históricas no acesso a educação, saúde e infraestruturas básicas.