O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou esta segunda-feira a retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU – conquista alcançada pela segunda vez nos seus mandatos. Numa chamada telefónica ao diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, Lula afirmou-se “o homem mais feliz do mundo” e declarou que continuará “um soldado do Brasil e do mundo” na luta contra a fome, mesmo depois de deixar a presidência.
Qu Dongyu elogiou a liderança do chefe de Estado brasileiro, afirmando que “o senhor pode ser um soldado, mas é, na verdade, um comandante-chefe”.
A FAO anunciou ainda que, em 2026, visitará o Brasil para conhecer de perto as políticas que permitiram alcançar este resultado, no âmbito do Fórum CELAC.
De entre as medidas destacadas pelo governo brasileiro estão o apoio à agricultura familiar, o reforço da alimentação escolar e programas de geração de emprego e rendimento.
Desde 2023, cerca de 24 milhões de pessoas saíram da situação de insegurança alimentar grave, de acordo com dados oficiais.
Lula criticou também os gastos militares globais, avaliados em 2,7 biliões de dólares, contrapondo-os ao reduzido investimento no combate à fome.
O próximo objetivo do governo é manter o Brasil fora do Mapa da Fome e contribuir para que a erradicação da fome a nível mundial se torne realidade.
A estratégia passa pela Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência do G20, que já reúne 101 países.