O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu uma governança global, multilateral e inclusiva da inteligência artificial durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, realizada em Nova Délhi, na Índia. O chefe de Estado alertou que, sem regulação, a tecnologia poderá aprofundar desigualdades e fragilizar as democracias.
No discurso, Lula destacou que a concentração do controlo tecnológico em poucas empresas e países representa um risco. “Quando poucos controlam os algoritmos, não estamos a falar de inovação, mas de dominação”, afirmou, defendendo a regulamentação das grandes plataformas digitais para proteger direitos e garantir equilíbrio económico.
O Presidente brasileiro também alertou para o impacto da desinformação gerada por inteligência artificial, sublinhando que conteúdos manipulados podem distorcer processos eleitorais e ameaçar a integridade democrática.
Lula reforçou ainda a necessidade de colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas, defendendo que a inteligência artificial deve contribuir para o desenvolvimento, a coesão social e a soberania dos países, e não ampliar assimetrias globais.
A participação na cimeira marca a primeira presença de um Presidente brasileiro num fórum global de alto nível dedicado à governança e segurança da inteligência artificial.