O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou em Belém, que o Governo Federal pretende reforçar a cooperação com os estados no combate ao crime organizado, apostando em inteligência policial e integração entre as forças de segurança.
Durante entrevista a jornalistas estrangeiros, Lula destacou o desmantelamento recente de fábricas ilegais de armas e sublinhou que o foco do governo é “quebrar a espinha dorsal do tráfico e das facções criminosas”. O presidente defendeu maior investimento nas polícias e voltou a apoiar a PEC da Segurança Pública, que visa integrar os níveis federal, estadual e municipal, além de criar um sistema unificado de dados e financiamento estável.
O chefe de Estado também abordou as medidas de segurança para a COP 30, que decorrerá em Belém. Entre as iniciativas, mencionou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazónia (CCPI), em Manaus, criado para coordenar ações contra o narcotráfico e proteger delegações estrangeiras.
Lula confirmou ainda o emprego das Forças Armadas entre 2 e 23 de novembro, a pedido do governador do Pará, Helder Barbalho, para reforçar a segurança da cimeira climática, que contará com mais de 140 delegações e 50 chefes de Estado.
Na entrevista, o presidente também comentou as tensões na América do Sul, defendendo o diálogo e a diplomacia para resolver disputas regionais. Reiterou que a América Latina “é uma zona de paz” e que o Brasil continuará a atuar para evitar conflitos, citando a proposta de criar um grupo de mediação para a crise na Venezuela.