Na Cimeira do G7 em Évian, o Presidente do Brasil, Lula da Silva, apelou a um reforço da solidariedade internacional e a uma maior ação dos países mais ricos para reduzir as desigualdades globais.
Lula alertou para o aumento das disparidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, defendendo que a cooperação internacional e a ajuda ao desenvolvimento têm vindo a perder força, enquanto milhões de pessoas continuam a enfrentar pobreza, falta de acesso a serviços básicos e pressão da dívida externa.
O líder brasileiro criticou modelos económicos que, segundo afirmou, agravaram as desigualdades e fragilizaram o papel do Estado, defendendo políticas mais inclusivas e orientadas para o desenvolvimento sustentável.
Destacou ainda iniciativas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome, bem como a proposta de um painel internacional sobre desigualdade no âmbito do G20.
Lula sublinhou também a importância de uma abordagem mais ampla no combate ao crime organizado, incluindo o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro, reforçando a cooperação internacional.
Por fim, defendeu o acesso mais equitativo a tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, e maior valorização dos países detentores de recursos minerais estratégicos, através de industrialização e transferência de tecnologia.