Brasil: Meta enfrenta acusações de tratamento desigual nas eleições

A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, está sob pressão no Brasil devido a alegações de interferência na campanha presidencial e de tratamento desigual dos candidatos Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A polémica levou dezenas de pessoas a protestar junto aos escritórios da empresa em São Paulo e motivou o Conselho de Supervisão da tecnológica a exigir maior transparência na moderação de conteúdos durante períodos eleitorais.

A empresa reconheceu ter desactivado por engano anúncios da campanha de Lula, atribuindo o incidente a problemas técnicos, mas rejeitou as acusações de parcialidade política. O Conselho de Supervisão apontou, contudo, falhas recorrentes na moderação e defendeu regras mais consistentes e adaptadas aos contextos eleitorais.

As duas campanhas também trocaram acusações de propaganda abusiva e pediram a intervenção das autoridades eleitorais brasileiras. A disputa inclui denúncias sobre o uso de contas governamentais e alegadas restrições que favoreceriam um dos candidatos.

Um estudo da NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou pelo menos 1.600 anúncios políticos irregulares entre Julho e Setembro, com 171 milhões de visualizações e cerca de dois milhões de reais em receitas. A legislação brasileira proíbe que entidades que não sejam partidos, candidatos ou coligações comprem anúncios eleitorais.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Brasil vai à segunda volta das presidenciais com Lula e Flávio Bolsonaro separados por “margens reduzidas” nas sondagens

O Brasil prepara-se para a segunda volta das...

0

Brasil: Voto no segundo turno das eleições pode valer como prova de vida para o INSS

Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social...

0

Brasil: Comércio com a China atinge recorde de 143,3 mil milhões de dólares em 2026

As trocas comerciais entre o Brasil e a...

0