O Brasil está a preparar as condições para iniciar operações comerciais com aeronaves elétricas de descolagem e aterragem vertical, conhecidas como eVTOL. As primeiras ligações poderão arrancar em 2028, depois de concluídos os processos de certificação e segurança.
O Ministério de Portos e Aeroportos reuniu entidades responsáveis pela aviação civil, controlo do espaço aéreo e regulação para analisar as necessidades desta nova tecnologia. Entre as prioridades estão a criação de vertiportos, o fornecimento de energia, sistemas de carregamento, prevenção de incêndios e integração das aeronaves no espaço aéreo.
A Eve Air Mobility, empresa do grupo Embraer, estima que uma viagem entre a zona sul de São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos poderá demorar cerca de 12 minutos. A aeronave em desenvolvimento terá propulsão elétrica, sem emissões locais durante a operação, e deverá produzir menos de 60 decibéis em voo de cruzeiro.
A empresa prevê que a frota mundial de eVTOL possa ultrapassar 30 mil unidades até 2045. A concretização dessa projeção dependerá, contudo, da evolução tecnológica, das regras de operação, da infraestrutura disponível e da procura pelo novo meio de transporte.