Dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE mostram que 19,2% da população de favelas e comunidades urbanas — cerca de 3,1 milhões de pessoas — vivia em ruas acessíveis apenas a pé, de bicicleta ou moto. Nessas áreas, ambulâncias e camiões de lixo também enfrentam dificuldades de acesso.
O levantamento revela que 78,3% dos moradores dessas favelas viviam em ruas pavimentadas, 91,1% tinham iluminação pública e apenas 5,2% contavam com ponto de autocarro ou van próximo de casa. A pesquisa abrange 12,3 mil favelas em 656 municípios brasileiros.
Entre as maiores favelas, Rocinha (RJ), Rio das Pedras (RJ) e Paraisópolis (SP) registaram os maiores percentuais de vias restritas a veículos de pequeno porte: 81,9%, 71,5% e 59,2%, respetivamente.
O estudo detalha também infraestrutura como bueiros, esgotos sanitário e recolha de lixo, destacando desigualdades significativas entre favelas e outras áreas urbanas.