A Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) de São Paulo, no Brasil, divulgou balanço sobre os abrigos destinados a mulheres em risco. Entre 2023 e 2025, o número de unidades aumentou 57%, chegando a 41, com capacidade para acolher até 682 pessoas.
Dos 15 abrigos inaugurados na atual gestão, seis são regionais, instalados num município para atender 30 cidades, com 120 vagas, e nove são municipais, com 140 vagas. Outras 26 unidades foram abertas em gestões anteriores: 23 municipais (362 vagas) e três regionais (60 vagas para 18 municípios).
Segundo apurámos, os serviços atendem mulheres sob ameaça ou risco à integridade física em razão de violência doméstica e familiar. Nos abrigos, de localização sigilosa, elas e os filhos menores de 18 anos podem permanecer por até seis meses, prorrogáveis pelo mesmo período. Durante a estadia, recebem moradia, alimentação, encaminhamento para tratamento de saúde e orientação sobre trabalho e renda, para promover autonomia e independência financeira.
“Expandir essa rede de acolhimento é um passo decisivo para garantir a segurança e a dignidade de mulheres em situação de violência”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
A secretária de Políticas para a Mulher, Valéria Bolsonaro, acrescentou que “ampliar a rede significa oferecer às mulheres um lugar seguro para se proteger e recomeçar, fortalecendo a autonomia e rompendo o ciclo de violência.”
Em articulação com outros serviços socioassistenciais, o sistema de Justiça e políticas públicas, a SEDS também assegura atendimento jurídico, apoio psicossocial e acesso a benefícios sociais para mulheres e dependentes.
Os dados foram tornados públicos no âmbito do “Agosto Lilás”, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher.
Ígor Lopes