O Brasil recebeu 68.159 novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2024 – o maior número já registado –, reafirmando o seu compromisso com políticas públicas de acolhimento baseadas em evidência científica. Os dados constam no relatório Refúgio em Números, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública durante o seminário “Refugiados e Deslocamento em Debate”, em parceria com o ACNUR, que apresentou também o relatório Tendências Globais.
Desde 2014, o país reconheceu 156.612 pessoas como refugiadas, sendo a maioria de nacionalidade venezuelana (93,1% dos reconhecimentos em 2024).
Em 2024, os principais países de origem dos requerentes foram Venezuela, Cuba, Angola, Índia e Vietname.
Cerca de 40% dos reconhecimentos foram atribuídos a crianças e adolescentes, e registou-se um aumento de 16,3% nos pedidos em comparação com 2023.
Destaca-se ainda o avanço nos processos de reunião familiar: 33.724 foram aprovados entre 2023 e 2024.
Com iniciativas como o Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário e a Operação Acolhida, o Brasil continua a posicionar-se como exemplo internacional no acolhimento de refugiados, promovendo políticas migratórias centradas na dignidade, inclusão e cooperação entre Estado e sociedade civil.