Brasil: Vice-Presidente “saúda” decisão de Trump sobre tarifas nos produtos agrícolas

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil, Geraldo Alckmin, saudou, no dia 15 de novembro, a nova ordem executiva do governo norte-americano de retirar vários produtos agrícolas da lista de bens sujeitos às tarifas adicionais de 10%, impostas a 2 de abril de 2025.

“A última ordem executiva do presidente americano Donald Trump foi positiva e na direção correta, na medida em que retirou 10% da tarifa para a entrada nos Estados Unidos para as exportações”, sublinhou o vice-presidente da República.

No caso do Brasil, o suco de laranja, o 9º produto de exportação brasileiro para os EUA, é o principal produto que passa a estar livre de tarifas adicionais: “O suco de laranja foi para zero, o mais beneficiado. A exportação desse produto para os Estados Unidos representa 1,2 bilhão de dólares”, destacou.

De igual modo, a ordem executiva eliminou os 10% adicionais sobre outros produtos relevantes da pauta de exportação do Brasil para os EUA, especialmente café, carne, sucos de frutas, bem como açaí, goiaba, abacaxi e banana.

Alckmin ressaltou que, com a nova ordem executiva que retira o peso das tarifas às exportações, a percentagem das exportações brasileiras passa de 23% para 26%, o que representa, em valores, de US$ 9,4 bilhões para US$ 10,3 bilhões (comparação com 2024). 

O governante afirmou que o Brasil vai continuar a negociar para que as tarifas sobre os produtos brasileiros sejam ainda mais reduzidas, sobretudo a de 40% sobre o café: “Realmente, no caso do café, não tem sentido. Ainda é alta. E o Brasil é o maior fornecedor de café para os Estados Unidos, especialmente, arábica. Agora, são avanços sucessivos, mas há uma distorção que precisa ser corrigida”, sublinhou.

Alckmin demonstrou estar otimista para novos avanços em breve no âmbito das negociações entre Brasil e EUA: vários consensos já foram alcançados entre Lula e Trump, em outubro, na Malásia, e entre Mauro Vieira, ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, em novembro, em Washington.

O ministro destacou ainda o crescimento do comércio exterior brasileiro, que regista, de janeiro a outubro, o recorde de 289,7 bilhões de dólares em exportações, além de a exportação brasileira ter crescido 9,1% no mês de outubro.

“Nós temos um comércio exterior extremamente robusto. E chegámos a perto de 500 novos mercados e novos acordos comerciais”, concluiu.

Ígor Lopes

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