COP30: Incêndio força evacuação da Zona Azul em Belém

Um incêndio atingiu esta quinta-feira o pavilhão dos países da Zona Azul (Blue Zone) da COP30, em Belém (PA), provocando a interrupção dos trabalhos no espaço. O fogo teve início pouco depois das 14h e foi controlado em cerca de 30 minutos, segundo a organização. Um telemóvel ligado à ficha poderá ter sido a origem do incêndio, segundo o governo do Brasil.

A organização confirmou que nenhuma pessoa ficou ferida no incidente. As pessoas que se encontravam na Zona Azul receberam ordem de evacuação imediata pelas equipas de segurança. O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que as hipóteses iniciais para o fogo são “falha em gerador” ou “curto-circuito em stand”, apontadas como origem provável no estande da Índia.

O local onde ocorreu o incidente é estratégico: o pavilhão dos países está situado na entrada da Zona Azul e reúne standes das delegações nacionais e organizações internacionais para apresentações, debates e encontros bilaterais. Após o fogo, a energia elétrica foi cortada em parte dos pavilhões da COP30, o que pode gerar atraso nas negociações.

A organização aguarda liberação do Corpo de Bombeiros para retomar as atividades normais.

Delegação portuguesa confirma segurança após incêndio na COP30

A delegação portuguesa presente na COP30, em Belém, confirmou que todos os seus representantes estavam fora do pavilhão atingido pelo incêndio.

A equipa portuguesa recebeu a ordem de evacuação emitida pela segurança do evento e deixou o local de forma imediata. As autoridades brasileiras informaram que o fogo foi controlado em cerca de 30 minutos e que não há registo de feridos.

Em entrevista à imprensa, a ministra do Ambiente de Portugal, Maria da Graça Carvalho, disse que estão todos em segurança e admitiu que o incêndio poderá ter tido origem num curto circuito, uma vez que se faz se sentir muito calor no local, além de haver diversos cabos elétricos a fornecer energia.

Esta governante sublinhou que espera resoluções sobre o local, pois o pavilhão dos países, onde estão Portugal e Brasil, por exemplo, deverá levar algum tempo a terminar a vistoria.

O local de negociação, nomeadamente a sala das reuniões, está localizado noutro sítio e não sofrerá, segundo a ministra, interrupções.

“Estamos todos seguros”, disse a ministra portuguesa.

“Houve problemas de infraestrutura nas instalações do local e o calor é imenso”, reclamou um cidadão brasileiro visitante do local.

Ígor Lopes

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