Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico nas duas voltas no Brasil, indica sondagem

Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

A corrida presidencial brasileira de 2026 apresenta um cenário de equilíbrio entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL e filho do ex-presidente Bolsonaro, e o atual chefe de Estado no país, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. De acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado no último dia 27 de fevereiro, ambos surgem em situação de empate técnico na primeira e na segunda volta.

O estudo apresentou cinco cenários, dois para a primeira volta e três para a segunda. Entre 22 e 25 de fevereiro, foram ouvidos presencialmente 2.080 eleitores nos seus domicílios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95%. A sondagem foi realizada com recursos próprios e registada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07974/2026.

No primeiro cenário de primeira volta, Lula reúne 39,6% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 35,3%. Ratinho Junior surge com 7,6%, Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais, com 3,8%, Renan Santos com 1,5% e Aldo Rebelo com 0,5%. Votos em branco, nulos ou a escolhe de nenhum deles somam 6,5%, enquanto 5% dos inquiridos afirmam não saber ou não opinar.

Num segundo cenário de primeira volta, Lula atinge 40,5% e Flávio Bolsonaro 36%. Zema aparece com 4,3% e Ronaldo Caiado com 3,7%. Renan Santos regista 1,5% e Aldo Rebelo 0,4%. Brancos, nulos e nenhum representam 7,8%, e 5,2% declaram não saber ou não opinar.

Na simulação de segunda volta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador regista 44,4% e o Presidente 43,8%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Brancos, nulos e nenhum atingem 10%, e 5% não sabem ou não responderam.

Numa eventual segunda volta entre Lula e Ratinho Junior, o presidente brasileiro obtém 43,6% contra 39,7% do governador do Paraná. Já num confronto com Ronaldo Caiado, Lula soma 45,3% e o governador de Goiás 36,2%. Em ambos os cenários, a percentagem de brancos e nulos oscila entre 10% e 12,1%, enquanto a indecisão varia entre 6,2% e 6,3%.

Segundo especialistas, o levantamento indica um quadro competitivo a oito meses das eleições marcadas para outubro, com margem reduzida entre os principais protagonistas e percentagem relevante de eleitores ainda sem posição definida.

Ígor Lopes

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