As exportações do Brasil atingiram 227,6 mil milhões de dólares (cerca de 211,7 mil milhões de euros) entre janeiro e agosto deste ano, marcando um recorde histórico. No mesmo período, as importações chegaram a 184,8 mil milhões de dólares (171,9 mil milhões de euros), o que elevou a corrente de comércio para 412,4 mil milhões (383,6 mil milhões de euros). Em comparação com 2024, as vendas externas cresceram 0,5%.
Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o desempenho revela a capacidade de adaptação da economia brasileira, mesmo após a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos. As exportações para o mercado norte-americano caíram 18,5%, mas a perda foi compensada por fortes aumentos para a China (+30%), Argentina (+40%) e México (+43%).
Prazeres sublinhou que setores como a agropecuária e a indústria extrativista também registaram saldos positivos em agosto. A responsável destacou ainda que o governo tem reforçado a estratégia de diversificação, com avanços em acordos como o Mercosul-União Europeia e o Mercosul-EFTA, e negociações em curso com México e Emirados Árabes Unidos.
Apesar dos riscos para setores mais dependentes dos Estados Unidos, como máquinas, equipamentos e esquadrias de madeira, o governo garante que continuará a apostar no diálogo com Washington para reduzir o alcance das tarifas e ampliar as exceções já concedidas.