O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o Brasil regresse ao grupo das oito maiores economias do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia. Segundo as projeções, o produto interno bruto brasileiro deverá atingir 2,79 biliões de dólares nesse ano.
Apesar da subida prevista no ranking mundial, o FMI antecipa um abrandamento do crescimento económico, de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. A inflação deverá diminuir gradualmente, enquanto o desemprego poderá aumentar.
A diretora-adjunta do Departamento do Hemisfério Ocidental, Ana Corbacho, destacou a resistência da economia brasileira perante a instabilidade internacional, mas alertou para a necessidade de reforçar a disciplina orçamental e preservar a estabilidade macroeconómica.
O FMI considera ainda fundamentais as reformas estruturais destinadas a aumentar a produtividade. A instituição admite que estas medidas possam favorecer um crescimento próximo de 2,5% a médio prazo, num contexto em que a América Latina continua a apresentar um ritmo de expansão económica moderado.