O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, afirmou esta terça-feira que o Governo está empenhado em reforçar o acesso ao ensino superior, através de medidas que garantam não só a permanência dos estudantes nas universidades, mas também a sustentabilidade financeira das instituições.
A declaração foi feita à margem da conferência “Cabo Verde e os Desafios de Desenvolvimento”, realizada na Universidade de Santiago, em Assomada.
O chefe do Governo destacou que o futuro do país não depende apenas de recursos naturais, mas, sobretudo, do capital humano qualificado, sublinhando a importância de uma formação sólida, aliada ao espírito inovador da juventude.
Atualmente, a taxa de acesso ao ensino superior em Cabo Verde ronda os 23%, um valor que o primeiro-ministro considera aquém do necessário.
Para inverter este cenário, o executivo está a preparar um conjunto de iniciativas, entre as quais um programa de apoio à regularização de dívidas de estudantes universitários e a criação de residências estudantis em São Vicente, Praia e Santa Catarina de Santiago.
Correia e Silva revelou ainda que está em curso um estudo para aumentar a cobertura do ensino superior, cujo resultado deverá ser conhecido até ao final do primeiro semestre deste ano.
O reitor da Universidade de Santiago, Gabriel Fernandes, considerou a visita do primeiro-ministro uma oportunidade valiosa para aproximar a comunidade académica do poder político e debater soluções para os principais desafios das instituições de ensino superior.
Em nome da universidade, anunciou também a doação de 10% das publicações da US Edições ao Governo, no âmbito do projeto “Mais Leitura, Mais Cultura”, com o objetivo de equipar bibliotecas das escolas secundárias e fomentar o acesso dos jovens ao conhecimento produzido localmente.
Com estas medidas, o Governo reafirma o seu compromisso com a valorização da educação e a aposta no desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.