O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, reconhece a necessidade de se criar condições para fixar os jovens no país, numa altura em que muitos estão a emigrar para o exterior, principalmente para Portugal.
“Nós estamos a viver num país de liberdade. A mobilidade é um facto, devemos criar cada vez mais condições para os jovens se sentirem felizes na sua terra, construindo família, trabalharem e criarem valores positivos para os outros jovens”, declarou nesta segunda-feira, 12 de agosto, tendo sido citado pelo “Expresso das Ilhas”.
A afirmação foi feita após o governante ter sido questionado na Praia sobre a saída dos jovens do país. Correia e Silva falou à margem do fórum jubilar dos jovens cabo-verdianos e no dia internacional da juventude.
O primeiro-ministro reconheceu que o desemprego é ainda um “grande problema” no arquipélago, mas salientou que o Governo tem estado “a apostar fortemente no empreendedorismo jovem”, ao investir em financiamento, formação, assistência técnica e a proteger aqueles que têm necessidade de proteção, como crianças e pessoas que integram famílias mais pobres.
Recorde-se que, em dezembro de 2023, Portugal anunciou que vai investir quatro milhões de euros nos próximos dois anos em centros de excelência para formação profissional em Cabo Verde, pretendendo chegar a cerca de 2.000 pessoas em várias áreas, que depois poderão trabalhar em qualquer parte do mundo.