O Ministro da Indústria, Comércio e Energia de Cabo Verde, Alexandre Monteiro, reafirmou no Segmento de Alto Nível da COP30, realizada na Amazónia, o compromisso do país com a ação climática e a meta global de 1.5°C. Sublinhou que, apesar das reduzidas emissões nacionais, Cabo Verde decidiu alinhar-se com a trajetória de neutralidade carbónica, prevendo um sistema elétrico próximo de 100% renovável em 2040 e neutralidade em 2050.
O ministro destacou que as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) 3.0 comprometem o país a reduzir emissões em pelo menos 18%, podendo chegar a 39% com apoio internacional. Contudo, alertou que a transição energética e a diversificação económica exigem investimentos significativos, defendendo que o financiamento climático deve ser mais acessível, previsível e adequado às necessidades dos países vulneráveis.
Monteiro lembrou que Cabo Verde enfrenta impactos climáticos severos, como secas, erosão costeira e eventos extremos. Recordou as chuvas torrenciais da Tempestade Tropical Erin, que causaram destruição e perdas humanas, defendendo que a adaptação e os mecanismos de perdas e danos são questões centrais de segurança e desenvolvimento. Por isso, apelou a que o Fundo de Perdas e Danos garanta acesso rápido e eficaz.
Cabo Verde reafirmou ainda o seu compromisso com o multilateralismo e uma transição justa, defendendo que a justiça climática deve estar no centro das decisões da COP30.