A Agência Reguladora Multissetorial da Economia fixou os preços dos combustíveis para abril de 2026, no âmbito de uma intervenção governamental que permitiu limitar aumentos e proteger os consumidores. A decisão surge após a aprovação da Resolução n.º 63/2026, que suspende temporariamente o mecanismo automático de atualização de preços entre 1 de abril e 30 de junho.
Segundo as autoridades, esta medida evitou aumentos superiores a 42% nos produtos petrolíferos regulados, num contexto de forte pressão internacional sobre os preços da energia. O objetivo passa por preservar o poder de compra das famílias, garantir maior previsibilidade nos preços e assegurar a estabilidade energética no país.
Os dados divulgados mostram diferenças significativas entre os preços com e sem intervenção. Por exemplo, o gás butano de 12,5 kg passou a custar 1.804 escudos, quando poderia atingir mais de 2.231 escudos. Já a gasolina registou um aumento de cerca de 10 escudos por litro, muito abaixo dos mais de 31 escudos que seriam expectáveis sem medidas.
Também o gasóleo normal teve uma subida limitada a 8,7 escudos por litro, em contraste com um potencial aumento superior a 49 escudos. No caso do gasóleo destinado à produção de eletricidade, os aumentos ficaram entre 1,30 e 1,90 escudos, evitando uma escalada muito mais acentuada que poderia chegar aos 49 escudos por litro.
De acordo com a Agência Reguladora Multissetorial da Economia, sem esta intervenção seria necessário um agravamento próximo de 50% nas tarifas de eletricidade para garantir o equilíbrio do sistema elétrico. A medida é, por isso, vista como crucial para evitar impactos severos tanto nas famílias como nas empresas.