O vereador da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) e deputado nacional António Monteiro partilhou que as consequências da tempestade de 11 de agosto são um “crime ambiental”.
Neste sentido, desafiou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a agir e a verificar as responsabilidades pelo sucedido.
“Estamos perante um crime ambiental e eu afirmo com responsabilidade, porque é um assunto que pessoalmente tenho falado no Parlamento e na própria comunicação social, que era preciso prestar atenção naquilo que estava a acontecer na São Vicente”, declarou Monteiro, tendo acrescentado que “nada foi feito”.
O também ex-presidente da UCID disse que, por várias vezes, falou sobre a possibilidade da colocação de válvulas nos tanques de retenção de esgoto, o que poderia “reduzir drasticamente” o caudal de água que, por exemplo, desemboca na Avenida 12 de Setembro e na Praça Estrela.
As afirmações foram feitas durante uma conferência de imprensa realizada no Mindelo na segunda-feira, 01 de setembro, junto ao Centro de Saúde da Bela Vista. Este local tem ao lado um esgoto a céu aberto quase três semanas após a tempestade.