O Movimento para a Democracia (MpD) acusou o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) de realizar “uma tentativa, ainda que vã”, de desviar a atenção das pessoas daquilo que é “o maior escândalo” na Presidência da República.
Foi através de uma conferência de imprensa realizada no sábado, 17 de agosto, em São Filipe, que a secretária-geral adjunta do MpD, Vanuza Barbosa, declarou que o maior partido da oposição no país tentou arranjar um “bode expiatório e atribuir responsabilidade das ilegalidades cometidas a meio mundo, menos a quem realmente as cometeu”.
A conferência serviu para a formação política no poder posicionar-se sobre a conferência do PAICV no que diz respeito às despesas do pessoal da Presidência da República.
“A única leitura possível que o país pode extrair da conferência de imprensa do presidente do PAICV é que os actos e contratos ilegais praticados pela Presidência da República não são passíveis de responsabilização jurídica e política”, concluiu Vanuza Barbosa, que questionou se o Presidente da República, José Maria Neves (apoiado pelo PAICV) é um inimputável.
Recorde-se que a Inspeção Geral das Finanças (IGF) considerou no seu Relatório da Inspeção às Despesas com Pessoal da Presidência da República, publicado recentemente na página no Ministério das Finanças, que o montante pago à primeira-dama como vencimento mensal “é irregular” e “não tem suporte na legislação em vigor”.