O grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) anunciou nesta terça-feira, 18 de agosto, que o relatório do Conselho das Finanças Públicas (CFP) acerca do Orçamento reprogramado de 2026 afasta as acusações de contas ocultas, dívidas escondidas e derrapagem orçamental feitas pelo primeiro-ministro.
A informação foi divulgada pelo dirigente da bancada parlamentar do partido, Luís Carlos Silva, durante uma conferência de imprensa para reagir ao relatório de análise e apreciação do Orçamento reprogramado de 2026 do CFP.
Segundo o relatório, as dotações orçamentais passaram de 95.675 milhões para 102.678 milhões de escudos, um aumento líquido de 7.003 milhões de escudos equivalente a 7,3%, principalmente devido ao reforço dos recursos externos.
No entanto, o CFP salienta que a inscrição de empréstimos no orçamento não significa necessariamente a contratação de nova dívida, uma vez que parte dos recursos corresponde à mobilização de empréstimos previamente contratados.
Para Luís Carlos Silva, a subida do orçamento resulta de alterações orçamentais previstas no quadro legal e da integração de novos financiamentos e donativos externos durante a execução. Foi ainda mencionado que este mecanismo permite uma “maior flexibilidade na gestão orçamental”, principalmente num país “com forte dependência de financiamento externo”.