Cabo Verde: MpD manifesta confiança na inocência de Francisco Tavares

Em conferência de imprensa realizada na cidade da Praia, o Movimento para a Democracia, MpD, reagiu ao caso judicial envolvendo o ex-presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, reafirmando os princípios de respeito pelo Estado de Direito e pela independência dos tribunais.

Na ocasião, o membro da Comissão Política Nacional do partido, Euclides Silva, destacou que, num Estado de Direito Democrático, as decisões judiciais devem ser respeitadas e cumpridas por todos, independentemente de concordância ou discordância. Sublinhou que o recurso às instâncias superiores é o caminho legal adequado sempre que haja contestação de uma decisão.

O MpD valorizou a postura “serena, pacífica e respeitosa” assumida por Francisco Tavares perante as autoridades judiciais, considerando que o seu comportamento demonstra acatamento das decisões e respeito pelas instituições, sem abdicar dos direitos de defesa consagrados na Constituição e na lei.

Sem mencionar nomes, o partido estabeleceu um contraste com um caso recente envolvendo o presidente da Câmara Municipal da Praia e líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, criticando atitudes que, segundo afirmou, atentam contra a confiança na justiça e procuram condicionar a sua atuação.

O MpD reafirmou a sua total confiança no sistema judicial cabo-verdiano, defendendo que os processos devem seguir os trâmites legais, com respeito pela presunção de inocência, pelo contraditório e pelas garantias de defesa. “Ninguém está acima da lei”, sublinhou o partido, acrescentando que apenas os tribunais têm competência para determinar, em última instância, o que é legal ou ilegal.

O partido informou ainda que têm chegado mensagens de solidariedade de militantes e simpatizantes para com Francisco Tavares, apelando, contudo, para que quaisquer manifestações decorram de forma ordeira, pacífica e com respeito pelas instituições.

É de recordar que o ex-presidente da Câmara da Brava está sob medidas de coação por suspeita de corrupção.

O Tribunal da Comarca da Brava aplicou as medidas de coação de apresentação periódica às autoridades e proibição de saída do país ao ex-presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, no âmbito de um processo em que é indiciado pelos crimes de tráfico de influências e corrupção ativa. As mesmas medidas foram igualmente decretadas ao ex-secretário municipal Andrezito Varela e ao empreiteiro Dial Louro, também constituídos arguidos no processo. O tribunal determinou ainda a proibição de contacto entre os três arguidos enquanto o caso segue os seus trâmites legais.

Segundo informações apuradas pela Agência Cabo-Verdiana de Notícias, os factos sob investigação terão ocorrido durante o mandato autárquico compreendido entre 2020 e 2024. A Procuradoria notificou membros da anterior equipa camarária para comparecerem em tribunal, na sexta-feira, com o objetivo de prestarem declarações. Contudo, a audição dos restantes notificados foi adiada, tendo sido ouvidos apenas os três detidos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Cabo Verde: UCID sugere menos gastos nas campanhas das legislativas

A União Caboverdiana Independente e Democrática (UCID) defende...

0

Cabo Verde: CNE lembra que recenseamento eleitoral termina a 12 de março

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo...

0

Cabo Verde: PAICV anuncia cabeças de lista para as Legislativas de 2026

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde,...

0