O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu em Washington melhores condições de financiamento para países vulneráveis ao clima, o que inclui maior concessionalidade e uma revisão da estrutura da dívida.
“Para países vulneráveis como Cabo Verde e os membros do V20, esta não é apenas uma discussão técnica, mas sim sobre o direito ao desenvolvimento, à estabilidade e esperança”, escreveu na sua página de rede social Facebook.
“A concessionalidade não é um privilégio, é uma condição de sobrevivência. Países altamente vulneráveis não podem continuar a aceder a financiamento em condições quase comerciais, enquanto enfrentam secas, tempestades e choques externos que não provocaram”, lê-se ainda.
As observações foram igualmente feitas no diálogo ministerial das reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem em Washington até este sábado, 18 de abril.
Correia sugeriu a criação de um “piso mínimo de concessionalidade” para o financiamento climático e do desenvolvimento sustentável, que tenha em conta a vulnerabilidade dos países e não apenas o rendimento ‘per capita’. “Sem isso, o financiamento que deveria reforçar a resiliência acaba por agravar a fragilidade”, concluiu.