O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Clóvis Silva, apresentou um voto de condenação ao golpe de Estado na Guiné-Bissau, ocorrido a 26 de novembro.
A ação foi tomada nesta quarta-feira, 10 de dezembro, no Parlamento cabo-verdiano. A situação na Guiné-Bissau foi descrita como se tratando de uma “grave” violação da ordem constitucional e um retrocesso inadmissível na consolidação democrática.
Neste sentido, o maior partido da oposição no país apelou à reposição imediata da ordem democrática e à libertação dos dirigentes detidos, com destaque para Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito da Assembleia Nacional.
“Considerando que a República de Cabo Verde e a República da Guiné-Bissau estão ligadas por laços históricos e partilham o mesmo projeto de emancipação iniciado por Amílcar Cabral, é nosso firme propósito enfatizar a necessidade da preservação dos princípios democráticos, no qual deve imperar o primado da lei, no qual assenta o Estado de Direito, e que permite a contínua alternância pacífica de poder, sempre legitimados pelo voto popular, como valores inalienáveis das nossas nações”, declarou Clóvis Silva, citado pelo “Expresso das Ilhas”.
“O PAICV expressa toda a sua solidariedade para com o povo guineense e, em particular, para com todos os democratas, forças políticas e sociedade civil, que lutam incansavelmente para a reposição da legalidade democrática”, concluiu.