O Governo de Cabo Verde passou a garantir gratuitamente, no sector público, vacinas que anteriormente estavam disponíveis apenas no sector privado a custos elevados. O Ministério da Saúde lançou, esta quinta-feira, na cidade da Praia, três novas vacinas no Calendário Nacional de Vacinação: a vacina contra o rotavírus, a vacina pneumocócica e a vacina hexavalente.
Segundo o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, a integração destas vacinas representa um passo de grande significado institucional e em termos de política pública, ao eliminar barreiras de acesso e assegurar a protecção de todas as crianças em risco, sem distinções económicas. O governante sublinhou que a saúde é uma prioridade nacional e não pode depender da capacidade financeira das famílias.
O ministro destacou ainda o Programa Nacional de Vacinação como um dos maiores patrimónios da saúde pública cabo-verdiana, recordando que ao longo de décadas permitiu reduzir drasticamente doenças que no passado causavam elevada mortalidade infantil. Jorge Figueiredo evocou experiências pessoais dos anos 80, marcados por mortes de crianças devido a pneumonia e surtos de sarampo, sublinhando que os actuais ganhos em saúde são resultado directo da vacinação.
A representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Ann Lindstrand, considerou o momento um marco no compromisso do país com a protecção da saúde da população e com o avanço da cobertura universal de saúde. Destacou ainda que Cabo Verde é uma referência em África, com elevadas taxas de vacinação e a eliminação do sarampo e da rubéola em 2025, sublinhando que as novas vacinas — entre as mais caras do mundo — irão proteger as crianças contra doenças graves e contribuir para a redução da mortalidade infantil.