O Primeiro-Ministro defendeu, no Parlamento, que Cabo Verde inicia “um novo ciclo de um país mais resiliente e confiante”, ao intervir no debate subordinado ao tema “Dez anos de governação: Balanço, crescimento sustentável e desafios futuros”.
O chefe do Governo sublinhou que o país soube enfrentar crises severas — da seca prolongada à pandemia de COVID-19 — sem perder o rumo do desenvolvimento, destacando políticas estruturantes com impacto a médio e longo prazo.
Na agricultura, realçou os investimentos na dessalinização, reutilização de águas residuais e massificação da rega gota-a-gota, que já cobre 63% da área irrigada, com meta de 70% em 2026 e 100% até 2030. Na saúde, destacou a certificação de Cabo Verde como país livre de paludismo em 2024, a introdução da vacina contra o HPV, a melhoria dos hospitais centrais e a construção do Novo Hospital Nacional na Praia, além do reforço da formação médica especializada e da valorização das carreiras dos profissionais de saúde.
No plano económico, o governante apontou o crescimento robusto que permitiu a Cabo Verde alcançar o estatuto de País de Rendimento Médio Alto, com ambição de atingir o Rendimento Alto. Referiu a redução do desemprego para mínimos históricos, a diminuição da pobreza extrema para metade e medidas fiscais previstas para o próximo ciclo, como a redução do IRC para 15% e o aumento progressivo do salário mínimo nacional para 25 mil escudos em 2027.
O Primeiro-Ministro destacou ainda os avanços na educação, com a transição para oito anos de escolaridade obrigatória e a meta de 12 anos até 2030, o reforço da ação social universitária, os investimentos na habitação e a aposta nas energias renováveis, que deverão representar mais de 50% da produção elétrica em 2030. Concluiu afirmando que Cabo Verde é hoje uma democracia respeitada e confiante no futuro, apelando à continuidade do trabalho conjunto para consolidar o desenvolvimento do país.