Cabo Verde e Luxemburgo aprovaram o plano de atividades 2026 do Programa de Apoio à Transição Energética, tendo o financiamento do mesmo sido reforçado em 18 milhões de euros. A aprovação ocorreu na quinta reunião do Comité de Pilotagem (COPIl), realizada pela primeira vez de forma descentralizada, na ilha cabo-verdiana Boa Vista.
Segundo o ministro da Indústria, Comércio e Energia de Cabo Verde, Alexandre Monteiro, tratou-se de uma reunião “histórica” e determinante para a consolidação da autonomia energética do arquipélago africano.
O governante disse ainda à imprensa que o plano para 2026 está focado em atividades com “impacto social muito forte”, como é o caso do alargamento da tarifa social de eletricidade através de mecanismos mais eficientes para a inclusão de famílias vulneráveis.
Foram igualmente mencionados como prioridades o desenvolvimento de micro-redes em localidades isoladas e o apoio ao projeto estratégico de “Pump & Storage” em Santiago, que definiu como fundamental para a “segurança energética nacional”.
Já o embaixador do Luxemburgo em Cabo Verde, Jean-Marie Frentz, lembrou que a cooperação no setor dura desde 2016 e tem apresentado “bons resultados”, o que motivou a decisão de prolongar o programa por mais 18 meses, passando o mesmo a ter uma duração total de cinco anos e meio.