Cabo Verde foi oficialmente certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como país que eliminou o sarampo e a rubéola, juntando-se a Maurícias e Seychelles como os primeiros da África subsaariana a alcançar este marco. O anúncio foi feito pelo diretor regional da OMS para África, Mohamed Janabi, durante uma conferência de imprensa em Brazzaville, com participação do ministro da Saúde cabo-verdiano, Jorge Figueiredo.
Janabi classificou a conquista como “uma grande vitória para a saúde pública”, destacando que o resultado demonstra o impacto de políticas fortes de prevenção e de vacinação.
O ministro Jorge Figueiredo sublinhou tratar-se de um momento histórico para o país e para a região, afirmando que o feito é resultado do empenho conjunto de autoridades, profissionais de saúde, comunidades e parceiros internacionais.
Cabo Verde passa agora a integrar o grupo global de países certificados pela OMS — 94 no caso do sarampo e 133 no da rubéola.
O país mantém coberturas vacinais superiores a 90% há mais de 20 anos, financia integralmente o seu programa de imunização desde 1998 e não regista casos de sarampo desde 1999, nem de rubéola desde 2010.
Ambas as doenças são altamente contagiosas, mas preveníveis por vacinação, podendo causar complicações graves, sobretudo em crianças e grávidas. A OMS exorta agora os países africanos a seguirem o exemplo cabo-verdiano e a reforçarem os seus programas de imunização.