O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), João Santos Luís, disse ser “extremamente grave” a exclusão do seu partido das Comissões de Recenseamento Eleitoral (CRE) na diáspora.
A denúncia foi feita nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, tendo o dirigente acusado o Movimento para a Democracia (MpD) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), os maiores partidos no país, de impedirem a representação da UCID nas CRE.
Ainda de acordo com Santos Luís, as CRE já foram eleitas para as legislativas de 17 de maio, com exceção da dos Estados Unidos da América (EUA), cuja constituição deverá ser concluída hoje, dia 13.
O político partilhou que os nomes indicados pela sua formação política para integrar estas estruturas foram recusados em todos os países da diáspora onde apresentou propostas, o que, alegou, configura uma violação do artigo 78.º do Código Eleitoral, que prevê a participação de partidos com representação parlamentar na indicação de membros para as comissões.