O Primeiro-Ministro cessante, Ulisses Correia e Silva, recebeu na manhã do dia 15 de junho, pelas 10h30, Francisco Carvalho, que deverá tomar posse como Primeiro-Ministro no próximo dia 19 de junho, para um encontro dedicado à preparação da transição governativa após as eleições legislativas que deram maioria absoluta ao PAICV.
Durante o encontro, Ulisses Correia e Silva informou o futuro chefe do Governo sobre o processo de passagem de pastas ministeriais, que ocorrerá após a apresentação ao Presidente da República da estrutura e composição do novo Executivo e antes da cerimónia de tomada de posse.
“Dando seguimento a uma tradição democrática quando se muda de governo em função das eleições, recebi o Dr. Francisco Carvalho que será empossado como Primeiro-Ministro no dia 19 de junho”, afirmou o chefe do Governo cessante.
Segundo Ulisses Correia e Silva, os ministérios já concluíram os relatórios de transição destinados a facilitar a continuidade da ação governativa. “Cada ministro tem já elaborado relatórios com informações relevantes sobre políticas, investimentos, responsabilidades, o estado da economia e dossiers específicos, que serão entregues aos correspondentes ministros nomeados no Decreto Presidencial”, explicou.
O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que, para além dos documentos preparados para a passagem de pastas, a própria Administração Pública assegura a continuidade institucional do Estado. “Sem prejuízo dos dossiers da passagem das pastas, a continuidade institucional da Administração do Estado garante acesso a documentos administrativos e a informações de gestão”, acrescentou.
A reunião decorreu num contexto de transição política na sequência das eleições legislativas, que resultaram na vitória do PAICV. O partido conquistou 37 dos 72 assentos da Assembleia Nacional, garantindo a maioria absoluta parlamentar. O MpD elegeu 33 deputados, enquanto a UCID assegurou dois mandatos.
Com a posse marcada para 19 de junho, Francisco Carvalho prepara-se para assumir a liderança do novo Governo, iniciando um novo ciclo político no país. A transição entre os dois Executivos decorre sob o princípio da continuidade do Estado e do normal funcionamento das instituições democráticas, numa prática consolidada da democracia cabo-verdiana.