Guiné-Bissau: OMS alerta para riscos éticos em ensaio de vacina contra hepatite B

A Organização Mundial da Saúde expressou preocupação com um ensaio clínico de vacina contra a hepatite B em recém-nascidos na Guiné‑Bissau, devido a falhas éticas e científicas que poderiam expor bebés a riscos graves.

Segundo a agência, o estudo previa que alguns recém-nascidos não recebessem a vacina, deixando-os vulneráveis à infecção, cirrose e cancro do fígado. A OMS sublinhou que este tipo de abordagem só é aceitável quando não existe tratamento eficaz, o que não se aplica, já que a vacina contra a hepatite B é segura e recomendada nas primeiras 12 a 24 horas após o nascimento.

Perante as preocupações, a Guiné-Bissau suspendeu o ensaio e aguarda revisão técnica. A OMS afirmou estar disponível para apoiar o país no reforço da vacinação e na protecção dos recém-nascidos.

A hepatite B continua a ser um problema de saúde pública significativo no país, onde mais de 12% dos adultos vivem com infecção crónica.

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