O CEO do Grupo Capital Mídia, Lassana Cassamá, defendeu esta terça-feira, 28 de abril, que a educação, a formação e a informação são pilares essenciais para “moldar a consciência pública” e combater o radicalismo violento na Guiné-Bissau e no continente africano.
A posição foi expressa durante o painel “Vozes da Mudança – Jovens, Mulheres e Mídia na Construção de Sociedades Resilientes”, integrado na Conferência sobre Prevenção do Radicalismo e Extremismo Violento, que assinalou o encerramento do projeto Observatório da Paz – Nô Cudji Paz. A iniciativa foi implementada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr e pela Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), com financiamento da União Europeia e cofinanciamento pelo Instituto Camões.
“Para abordar o papel da mídia na prevenção do radicalismo e extremismo violento, destaco três dimensões: educação, formação e informação para moldar a consciência pública”, afirmou o responsável.
Lassana Cassamá apelou a uma mobilização coletiva e defendeu a descentralização do debate, sublinhando a necessidade de levar estas discussões às comunidades locais. “É fundamental transferir este debate para as tabancas, formando cidadãos e prevenindo dinâmicas de violência nas bases sociais”, destacou.
O jornalista enfatizou igualmente o papel dos líderes religiosos e tradicionais na promoção da paz e da coesão social. “O povo é o Estado, os restantes são servidores”, afirmou, reforçando a responsabilidade das instituições públicas e da comunicação social na construção de uma cultura de prevenção do extremismo.
A conferência reuniu especialistas, ativistas e representantes da sociedade civil, com o objetivo de discutir estratégias de prevenção e reforçar mecanismos de resiliência face às ameaças extremistas na região.