A Agência Tributária de Espanha, a Polícia Judiciária de Portugal e a Europol desmantelaram um esquema que terá branqueado, a partir de Maiorca, mais de dez milhões de euros vindos de obras públicas na Guiné Equatorial.
Num comunicado de imprensa divulgado pela Agência Tributária espanhola nesta quinta-feira, 23 de maio, é mencionado que oito pessoas foram acusadas de branqueamento de capitais e fraude fiscal.
Dessas oito pessoas, duas foram detidas, incluindo um cidadão holandês, que é considerado o organizador.
Foram ainda apreendidos 11 imóveis em Maiorca, avaliados em cinco milhões de euros, além de contas bancárias, veículos, relógios e outros bens avaliados em mais de 550 mil euros.
Tratou-se de uma operação, intitulada “run out”, que teve origem em 2021 com uma investigação em Portugal relacionada com a atividade na Guiné Equatorial de uma empresa portuguesa de construção civil e o possível desvio de “subornos” para o património pessoal dos investigados.