Guiné Equatorial: Exportações caem 28,2% em 2024, segundo relatório oficial

As exportações de bens da Guiné Equatorial registaram uma queda de 28,2% em 2024, passando de 3,8 biliões de francos CFA em 2023 para cerca de 2,76 biliões no ano seguinte, segundo o Relatório de Comércio Externo de Bens divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INEGE).

A redução deveu-se sobretudo ao desempenho negativo das exportações de hidrocarbonetos, que recuaram 29,7%, num contexto de descida dos preços internacionais do petróleo e do gás, bem como da diminuição dos volumes exportados.

Apesar da quebra, os hidrocarbonetos continuaram a representar a maior fatia das exportações do país, correspondendo a 86,5% do total. A Guiné Equatorial exportou para 71 países, embora o valor das vendas externas permaneça concentrado em poucos parceiros comerciais. A China manteve-se como principal destino, apesar da redução da sua quota, enquanto Itália ocupou o segundo lugar. Os Emirados Árabes Unidos destacaram-se pelo crescimento relativo, ascendendo à terceira posição entre os principais mercados de destino.

Em sentido inverso, as importações cresceram 11,7% em 2024, impulsionadas sobretudo pelo aumento das compras de maquinaria e equipamentos ligados ao sector petrolífero. Os Estados Unidos afirmaram-se como o principal fornecedor do país, seguidos da China, Espanha, França e Angola, reflectindo uma reorganização dos parceiros comerciais.

O relatório evidencia ainda uma forte dependência externa no abastecimento alimentar, com o Brasil a consolidar-se como o principal fornecedor, bem como uma elevada concentração nas importações de bebidas alcoólicas, dominadas por Espanha e Alemanha. Estes dados sublinham os desafios estruturais da economia equato-guineense, nomeadamente a necessidade de maior diversificação económica e comercial.

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