O Vice-Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mangue, presidiu a uma sessão de trabalho que visou definir a posição do Executivo sobre a atividade de grandes plataformas digitais que desenvolvam atividades e gerem renda no país. Estas contribuem para os cofres do Estado, em consonância com as práticas adotadas por outros países.
No encontro, que decorreu no Palácio do Povo, em Malabo, também foram estabelecidos mecanismos de diálogo e negociação com os prestadores de serviços digitais que operam no país africano.
Na ocasião foi ainda debatido o acordo firmado com a Starlink para a comercialização de seus serviços de Internet via satélite no país. O Vice-Presidente parabenizou o Ministério dos Transportes pelos seus esforços e realçou a necessidade de garantir um ambiente organizado para a prestação desse serviço.
Nesse contexto, Obiang Mangue indicou que a autoridade competente para a comercialização do serviço deveria ser o Escritório Regulador de Telecomunicações, sob a supervisão da Secretaria de Estado para Inteligência Artificial. O governante considerou igualmente necessário promover a formação de técnicos da Guiné Equatorial que possam assumir gradualmente as tarefas de instalação, manutenção e suporte técnico dos equipamentos.
Entre as medidas discutidas está a abertura de uma conta bancária específica destinada a centralizar e facilitar o controlo das receitas e pagamentos relacionados aos serviços da Starlink. O dirigente também indicou que as empresas petrolíferas já foram autorizadas a usar esta tecnologia em alto mar, onde desenvolvem as suas atividades.