O Governo da Guiné Equatorial reuniu-se de emergência esta terça-feira para abordar a grave situação provocada pelos apagões que afetaram cerca de 80% da população de Malabo após um incêndio na linha principal de Turbogás, ocorrido a 11 de novembro.
A reunião de crise, presidida pelo Primeiro-Ministro e Coordenador da Administração, Manuel Osa Nsue, contou com a participação do Secretário de Estado da Eletricidade, representantes da empresa pública SEGESA, e das firmas SEMEC, SYNOHIDRO e TEACO, entre outras entidades do setor energético. O objetivo foi definir soluções rápidas e duradouras para restabelecer o fornecimento elétrico e evitar a repetição de incidentes semelhantes.
Durante o encontro, Manuel Osa Nsue sublinhou a importância estratégica da eletricidade para o desenvolvimento e a diversificação económica do país, bem como para a imagem internacional da Guiné Equatorial enquanto destino seguro para eventos e cimeiras internacionais. O Primeiro-Ministro instou os participantes a “trabalhar de forma coordenada e contra o tempo”, classificando o problema como uma questão de segurança nacional.
As empresas técnicas apresentaram um plano de contingência em duas fases: a empresa TEACO comprometeu-se a reparar uma segunda linha de condução elétrica no prazo máximo de duas semanas, reforçando o fornecimento parcial atualmente em curso por zonas. Em paralelo, a SEMEC ficará responsável pela reparação integral da linha principal onde teve origem o incêndio.
O Governo garantiu que está a acompanhar de perto o processo e reafirmou o seu compromisso em restabelecer a eletricidade em toda a capital o mais rapidamente possível, assegurando à população que as medidas de recuperação já estão em andamento.