A Procuradoria-Geral da Guiné Equatorial anunciou que declarou a Coligação da Oposição para a Restauração de um Estado Democrático (CORED) como um “grupo terrorista ou organização criminosa”.
Numa resolução tornada pública pode ler-se que o Procurador-Geral, Anatolio Nzang Nguema Mangué, anunciou ainda recompensas de até 1,5 milhão de euros para indivíduos, instituições ou governos que contribuíssem para a repatriação à Guiné Equatorial dos líderes da referida coligação.
Significa que é oferecida uma recompensa pelo repatriamento do presidente da CORED, Salomón Abeso Ndong, estando igualmente prevista uma verba de um milhão de euros relacionada com o secretário-geral da coligação, Filiberto Ntutumu Mabale Andeme.
De acordo com o Ministério Público, são também oferecidas recompensas de 800.000 e 700.000 euros pela repatriação de outros membros da coligação, cuja lista atualmente inclui 12 pessoas e poderá ser ampliada conforme o andamento da investigação.
As autoridades judiciais equato-guineenses acusam ainda a CORED e alguns dos seus membros de procurarem o apoio de grupos armados internacionais, incluindo a Al-Qaeda e o Boko Haram, para derrubar violentamente a ordem constitucional do país.
De recordar que esta coligação, fundada em setembro de 2013, reúne figuras de 13 partidos e associações da oposição, vários dos quais têm membros sediados no estrangeiro, como Espanha, França e Reino Unido.