Em julho de 2025, o valor exportado de mercadorias por Macau atingiu 137 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 8,8% face ao mesmo período do ano passado. Já as importações fixaram-se em 1,10 mil milhões de euros, representando uma queda de 1,9%. Como consequência, o défice da balança comercial foi de 960 milhões de euros, segundo os dados dos Serviços de Estatística e Censos.
A reexportação somou 123 milhões de euros, mais 9,9% em termos homólogos, com destaque para o forte aumento de 93,5% na reexportação de diamantes e joalharia. Em contrapartida, as vendas externas de produtos de beleza e maquilhagem caíram 47,2% e as de vestuário recuaram 34,1%. Já a exportação doméstica totalizou 14,4 milhões de euros, subindo 0,8%, impulsionada pelo crescimento de 32,1% em produtos farmacêuticos e químicos orgânicos, embora o vestuário tenha registado uma quebra de 25,5%.
No acumulado de janeiro a julho de 2025, Macau exportou 843 milhões de euros, mais 1,6% do que em igual período de 2024. As reexportações representaram 754 milhões de euros (+2,0%), enquanto a exportação doméstica caiu 1,5%, para 91 milhões de euros. Já as importações atingiram 7,54 mil milhões de euros, menos 4,6% em termos anuais, resultando num défice de 6,70 mil milhões de euros nos primeiros sete meses do ano.
Em termos geográficos, as exportações para o Interior da China, Hong Kong e Estados Unidos aumentaram, enquanto as destinadas à União Europeia registaram uma queda de 14,9%. Quanto às importações, verificaram-se descidas tanto de produtos oriundos do Interior da China como da União Europeia, ao passo que o Japão registou uma ligeira subida. Por categorias, destacam-se os bens de consumo, com 5,48 mil milhões de euros (-3,4%), sendo que alimentos e bebidas cresceram 5,3% e a joalharia em ouro 4,9%, enquanto vestuário e calçado recuaram 7,2%.