O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, afirmou na passada quinta-feira que Macau registou uma diminuição do número de crimes nos primeiros três trimestres de 2025, mantendo-se a ordem pública “estável e boa”. Entre janeiro e setembro, a Polícia instaurou 10.058 inquéritos criminais, menos 773 casos do que no mesmo período de 2024, refletindo uma queda de 7,1%. Os crimes que mais preocupam a sociedade — como violência grave, furto, roubo, burla ou crimes informáticos — também apresentaram tendência de redução.
A criminalidade violenta recuou 11%, totalizando 187 casos nos primeiros nove meses do ano, enquanto crimes graves como rapto, homicídio e ofensas corporais graves mantiveram ocorrência nula ou muito baixa. No mesmo período, 4.475 pessoas foram detidas e encaminhadas ao Ministério Público, um aumento de 8,8% relacionado sobretudo com operações de prevenção e investigação mais intensas. Por outro lado, o tráfico de droga registou 48 casos, mais 13 que em 2024, devido à deteção de redes transfronteiriças, incluindo a maior apreensão de canábis da história de Macau.
As burlas continuam a preocupar, embora tenham diminuído significativamente: menos 45 casos de burla telefónica, menos 285 de burla cibernética e menos 275 de burla informática. Chan Tsz King alertou, no entanto, para a evolução rápida do crime digital, revelando que Macau registou três casos de burla com recurso a tecnologia “deepfake” até novembro. Para reforçar a resposta, a Polícia promoveu o Centro de Coordenação de Combate à Burla, ampliando a capacidade preventiva e operacional.
O secretário destacou ainda o impacto da nova Lei de Combate ao Jogo Ilício, que introduziu o crime de exploração de câmbio ilegal e levou ao aumento estatístico dos crimes relacionados com o jogo, que subiram 70,1% para 1.737 casos. Chan Tsz King assegurou que as autoridades estão a monitorizar os riscos associados ao encerramento ou transformação dos casinos satélite até ao final do ano e garantiu que a segurança pública permanece sob controlo. Reforçando a cooperação com regiões vizinhas e com a Interpol, o governo diz estar empenhado em manter a paz, a estabilidade e a proteção da população de Macau.